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terça-feira, 6 de setembro de 2011

JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE NO RIO DE JANEIRO (A PARTIR DA JMJ DE MADRID)

Reflexões piedosas e atrevidas para quem pensa sobre milhões de jovens reunidos por convocação da Igreja de Cristo. Não deixa de ser uma forma de sonhar...
Hilário Dick


1. Não estive em Madri. Muitos, evidentemente, como eu, não podiam, não queriam ou não foram porque não foram convidados. A questão do “convite” é bem mais interessante do que se pensa. Aliás, os que foram (aqui do Brasil), como foram convidados? Sabemos que muita liderança boa, comprometida, merecedora de um gesto de reconhecimento por serviços prestados gratuitamente às igrejas (estou falando de jovens) teve que ver partir outros/as, escolhidos/as não se sabe por quem, e cultivar dentro de si não sei que sentimentos. Até mesmo as juventudes organizadas puderam escolher seus delegados? Poder-se-ia falar o mesmo de “assessores/as” regionais e nacionais de pastorais juvenis organizadas. Tinha gente com vontade de ir, olhar, reanimar-se, ver o certo e o errado, mas não foram convidados/as. Ver jovens reunidos sempre é uma festa.
2. Quero fazer minhas reflexões a partir de pequenas coisas da JMJ de Madrid, de 2011. Para falar de algo nem sempre precisamos ter “estado lá”. Trata-se de observar, de perceber o que acontece, o que se escreve e o que emerge em diferentes espaços. Faço imediatamente uma pergunta que me incomoda: para ajudar a “perceber” a realidade juvenil na dimensão religiosa, especialmente católica, quem dos estudiosos/as de juventude, do Brasil, foi convidado? Parece que a “juventudologia”, especialmente para algumas figuras da Igreja, é uma ciência infusa. Não se precisa estudar juventude. O amar não supõe estudo... Falo de “ciência infusa” porque o lugar da juventude na formação seminarística, nas Congregações Religiosas, em alguns Movimentos de Jovens ou que trabalham com jovens, parece ser algo inútil. Basta ser do clero para se entender de juventude; basta ser bispo para falar “ex cátedra” para a juventude. Cada vez é mais urgente o povo de Deus, no seu todo, aprender a falar sobre juventude. Se nas outras jornadas o número de bispos era baixo, desta vez, (provavelmente por Rio de Janeiro ser declarada como sede da próxima jornada), foram cerca de 60 bispos brasileiros. Não foram, provavelmente, aqueles que parecem ter que descobrir que a juventude existe, que a juventude quer ser Igreja e que poderia haver bem mais expressão juvenil nas igrejas. Esperamos que tenham ido, também, não aqueles que sempre encontram compromissos pastorais para não marcar presença em iniciativas juvenis (especialmente algumas) de sua diocese ou Regional.
3. Foi com o carisma do Papa João Paulo II que as Jornadas Mundiais e os Encontros Continentais de Jovens tomaram grande impulso. Era pelos anos de 1984 e 1985. Mesmo que estas Jornadas e Encontros não tenham exercido grande influência nos encontros orgânicos da Pastoral Juvenil da América Latina, sempre foram importantes e não podem ser esquecidos. Realizaram-se, até 2010, 27 Jornadas Mundiais da Juventude (14 diocesanas, sem a presença do Papa) e 13 mundiais, com a presença do Papa: 10 de João Paulo II e 3 de Bento XVI). Seis destas Jornadas, com a presença do Papa, deram-se na Europa (Roma (2000), Santiago de Compostela (1989), Czestochowa (1991), Paris, Colônia (2005) e Madrid); dois na América do Norte (Denver, 1993 e Toronto 2002), um na América do Sul (Buenos Aires – 1987), um na Ásia (Manila 1993, com mais de 4 milhões de jovens participantes) e um na Austrália (Sidney). O Encontro Continental de Santiago (Chile) foi em 1998. É o Papa que indica os temas destas Jornadas.

4. As Jornadas Mundiais de Juventude são uma iniciativa da Igreja Católica, com sede em Roma. Uma iniciativa do Papa; não é uma atitude ecumênica. Evidente que jovens de outras religiões também estão e estiveram lá, mas a iniciativa é católica. A preocupação é com a evangelização cristã da juventude. A impressão que se tem é que se trata de uma apresentação majestosa, bombástica, suntuosa, massiva, da Igreja para a juventude. Não fica claro se é uma apresentação, uma busca da juventude para a Igreja. A impressão que se tem é que lá vai a juventude escolhida para mostrar ao mundo que os jovens são, ainda, da Igreja. Claro que é muito forte dizer que, pelo que se vê, a juventude é a massa de manobra da Igreja para conquistar jovens para ela. Claro que não é só isso. Os protagonistas, em todo o caso, não são os jovens porque os protagonistas são os atores principais. Quem está no palco são os adultos, especialmente o mundo clerical, com uniforme e tudo mais. São eles que falam. Os jovens são a platéia e, quando falam, é de forma muito controlada. Não estão na “direção”.

5. O discurso a comandar tudo, evidentemente, é Jesus Cristo. Contudo, na prática, quem toma conta do cenário é o Papa, o bispo de Roma, talvez com o carisma de João Paulo II, talvez com o peso teológico de Bento 16. Estaríamos muito errados se se falasse de “papismo”? Ou este papismo (inconsciente ou buscado) é construção dos Meios de Comunicação?

6. Impressiona a suntuosidade dos lugares centrais destes Encontros. O palco, pode-se dizer, é transformado em altar. Parecem as construções que os Meios de Comunicação constroem para os grandes artistas... Lá em cima os cardeais, bispos, mais abaixo o clero, mais longe as religiosas e, bem mais ao fundo, sempre animada, a juventude. Da palavra, o que sobra para os jovens são as migalhas, isto é, os cachorrinhos do Evangelho que estão aí para ouvir e não falar ou falar o que pode ser dito.

Haveria algum paradigma que comanda as JMJ? Os paradigmas de olhar e estudar a juventude podem ser resumidos em quatro: um segmento da sociedade que precisa de preparação; um segmento que, na sociedade, por razões as mais diversas, é um problema; um segmento que pode ser encarada como solução dos problemas da sociedade; um segmento cuja característica fundamental é a sua construção: a construção da autonomia, a descoberta do poder, o empoderamento. Por que a juventude, como protagonista, só apareceu nos tempos da Ação Católica, na década de 1930? Ao mesmo tempo em que em vários lugares do mundo as juventudes eram manipuladas por “ismos” que nem é preciso nomear. Não fica claro, nas JMJ, se se acredita que os jovens possam assumir mais responsabilidades (não meros cumprimentos de ordens) dentro do ser eclesial. Não fica claro, também, se se acredita na característica da juventude que é a construção da autonomia. Seria o outro paradigma... É este que se viu em Madrid? Por vários sintomas, o que se pode ver e concluir é que o paradigma que a Igreja deveria assumir - paradigma usado por Jesus Cristo nos Evangelhos - não está claro. Uma das razões é que se gosta, ainda, em muitas igrejas, mais de ovelhas submissas do que de cabritos monteses. Ou a JMJ de Madrid disse algo diferente?



7. As grandes avenidas do centro de Madrid, tomadas pelos “peregrinos”, isto é, pelos “jornadeiros” pareciam uma gigantesca discoteca light, com música e dança, alegria, animação, festa, mas sem álcool e – esperemos – sem “crack”... Os 27 telões retransmitiam imagens bonitas e esvoaçantes do Pontífice, acompanhadas pelo slogan da “festa da fé” e algo mais. “Molhem-se, cubram-se todos de água”, recomendavam outros alto-falantes. Havia operários com mangueiras que regavam os participantes e, espontaneamente, molhavam aqueles que assim o desejassem e os outros também. Realmente, era uma festa.
8. O Papa mostrou, no avião, sua preocupação com o desemprego juvenil (que chega a 45% na Espanha). Se falou isso do avião, falou-o em outro momento importante? Redes Cristianas, contrárias à pompa da visita, criticou o fato de que a hierarquia eclesiástica não abrisse consultas aos jovens para saber o que eles, realmente, querem na Espanha e no mundo. O que preocupa a juventude do Papa? Dez peregrinos espanhóis enumeraram, na quinta-feira, durante a espera, aqueles que consideravam os três principais problemas de sua idade. Os que mais se repetiam: a falta de valores e o relativismo. Apenas dois citaram o desemprego. E então? O perfil do peregrino era um jovem de 22 anos, universitário e com trabalho. Apenas 6%, dos que estavam lá, estavam desempregados. Esta “seleção” parece natural? Se os jovens do mundo representam mais de um hum bilhão de jovens, o que significam 2 milhões. Mas, é verdade, qual a instituição, no mundo, que é capaz de provocar um evento assim? Os dois milhões reunidos em Madrid poderiam ser os grupos de jovens, reunindo-se semanalmente, no Brasil...

9. Parece um fato que as palavras de João Paulo II aos jovens do mundo: No tengáis miedo. Abrid las puertas de par en par a Cristo, chegaram ao coração de milhões de jovens dos cinco continentes, vislumbrando no Papa um guia, um mestre, um amigo que os compreendia. O que significa, no entanto, abrir abrir as portas de par em par para Jesus Cristo? Aprendi com Jesus de Nazaré que ele pregava o “Reino” e o Reino, para os jovens da América Latina, é a Civilização do Amor. No pensamento de João Paulo II estes Encontros e Jornadas seriam para reunir-se com eles, falar-lhes e conhecer seus problemas, inquietudes e esperanças. Este, ao menos, o discurso que se ouve e que não deixa de ser um discurso ao mesmo tempo verdadeiro e enganoso. Verdadeiro porque os encontros aconteceram; enganoso porque a pedagogia dos eventos massivos não permitiu isso (e não se sabe se quiseram isso, de fato). Como seria bonito poder ver-se os desafios juvenis apresentados por eles e não por olhares clericais, por vezes moralizantes?

O que se vê é que as preocupações das JMJ se encontram em outros espaços... Que maravilha o Papa apresentar, nas JMJ, os grandes desafios que os jovens devem enfrentar e que vão muito além de uma visão umbilical e sacristíaca! Confiar a eles, os/as jovens, o futuro da humanidade, isto é, de eles serem, de fato, com a ajuda da Igreja, os construtores da civilização do amor, as sentinelas do amanhã, como os dois Papas gostam de dizer. É que João Paulo II era um encantado pela juventude, mas sabia muito bem que provocar demais poderia ter resultados inesperados talvez para a própria Igreja. Não se pode negar que João Paulo II (mais que Bento XVI) estava convencido de que a juventude tem o poder de revolucionar o mundo, de mudá-lo para faze-lo mais justo e humano, o que – para a sociedade dos adultos – seria um atrevimento.

10. Para não nos basearmos em coisas “vistas”, e analisarmos rapidamente o que foi a JMJ de Madrid, olhemos a homilia que Bento 16 fez no dia 21 de agosto de 2011 na Base /aérea de Quatro Ventos (Madrid). O que ele disse? Podemos destacar nove pontos:

1. “Meu coração enche-se de alegria” pensando no afeto com que Jesus olha para a juventude e deseja acompanhá-la no caminho. Desejamos corresponder a esta manifestação de predileção, atraídos pela figura de Cristo que queremos. Ele é a resposta a muitas de nossas inquietações pessoais e queremos conhecê-lo melhor.

O Papa está alegre. Fala de Jesus Cristo. Ele (Jesus) é a resposta de nossas inquietações, mas logo fica claro que as inquietações são pessoais. Parece falar para o jovem, e não para a juventude. Parece que os milhões não existem ou não são importantes para serem desafiados. Seria a atitude de Jesus com Pedro, ao qual se dirigiu pessoalmente, como o Papa insiste logo depois? Os jovens não só querem “conhecer” Jesus; eles querem vive-Lo e ser, como Ele, blasfemos e subversivos.
2. O Evangelho que se leu Mt 16, 13-20. Há duas formas diferentes de conhecer Cristo: pela exterioridade caracterizada. Considera-se Cristo como um personagem religioso junto aos que já são conhecidos. Depois, dirigindo-se pessoalmente aos discípulos, Jesus pergunta-lhes: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». A fé vai mais longe que os simples dados empíricos ou históricos, e é capaz de apreender o mistério da pessoa de Cristo na sua profundidade.
Mais adiante o Papa diria: A resposta da juventude deve ser: Jesus, eu sei que Tu és o Filho de Deus que deste a tua vida por mim. Quero seguir-Te fielmente e deixar-me guiar pela tua palavra. Tu conheces-me e amas-me. Eu confio em Ti e coloco nas tuas mãos a minha vida inteira. Quero que sejas a força que me sustente, a alegria que nunca me abandone. Veja-se a força bonita e apelativa da “interioridade”. Veja-se a força da atitude pessoal. Além disso, contudo, o jovem não poderia ser desafiado, para outras realidades, na sua vivência de fé, para que participasse de organizações e de iniciativas dentro e fora da Igreja? Certamente, mas o que parece assustar é a formação para a autonomia, o empoderamento, o protagonismo. No fundo, não se acredita na força da juventude; olha-se o jovem na sua individualidade e se teme o jovem que pensa e sabe teologia. Quer-se um jovem que não deixe de ser obediente, isto é, submisso e controlável.
A JMJ se deu numa época onde várias realidades poderiam servir de fonte de inspiração: a juventude do Oriente Médio, do Chile, da própria Espanha com mais de 46% de jovens desempregados, de todos os continentes. Jesus Cristo não desafiaria para estas diversas realidades? O que seriam para Ele, Jesus de Nazaré, as “águas mais profundas”? Não. É a dimensão individual que parece interessar, não a juventude com suas diversas problemáticas e diversos desafios a serem enfrentados. Teria sentido recordar, aqui, a ausência do “Reino de Deus” e da “Civilização do Amor”?
3. A fé, não é fruto do esforço do homem, da sua razão, mas é um dom de Deus: Tem a sua origem na iniciativa de Deus, que nos desvenda a sua intimidade e nos convida a participar da sua própria vida divina. A fé não se limita a proporcionar alguma informação sobre a identidade de Cristo, mas supõe uma relação pessoal com Ele, a adesão de toda a pessoa, com a sua inteligência, vontade e sentimentos, à manifestação que Deus faz de Si mesmo. Fé e seguimento de Cristo estão intimamente relacionados, e isso precisa ser amadurecido.
Importante o Papa recordar estes aspectos da fé. Além de ser um dom e uma conquista, a fé sem obras é morta. Não há seguimento de Jesus que não se traduza em prática. E se o Papa relacionasse fé e justiça? Fé e realidade social? Fé e situação do mundo? A juventude é o tempo do grande encontro dela com a exterioridade. Nesta “exterioridade” não se apresentam desafios?
4. A resposta da juventude deve ser: Jesus, eu sei que Tu és o Filho de Deus que deste a tua vida por mim. Quero seguir-Te fielmente e deixar-me guiar pela tua palavra. Tu conheces-me e amas-me. Eu confio em Ti e coloco nas tuas mãos a minha vida inteira. Quero que sejas a força que me sustente, a alegria que nunca me abandone.
Veja-se o discurso... Terá mais sentido a leitura que fazemos desse “personalismo” do Papa se nos dermos conta que ele, o Papa, não parece estar muito preocupado com o Reino que Jesus pregava... Afinal, Bento 16 prega a Igreja ou o Reino? Se falasse do Reino, provavelmente teria que ter falado das realidades juvenis dos diversos continentes e que vão além de uma fé individual. O que se vê, por isso, é que a realidade social ou as realidades sociais da juventude são esquecidas. Compreendemos, assim, porque a palavra Reino não aparece na homilia vista (a mais importante) nem nas outras homilias ou falas. O Reino é uma realidade que não só não é usada pelo Papa quando fala aos jovens; no discurso inaugural que fez em Aparecida, na Conferência Episcopal Latino-Americana (2007), sucedeu o mesmo. Tratar-se-ia de um simples esquecimento ou de uma postura ideológica? É que falando do Reino para os bispos ou para os jovens, haveria conseqüências que parecem ser deixadas de lado porque a realidade mais concreta, de repente, deveria ser enfrentada.
5. Jesus diz a Pedro que ele é a Pedra da Igreja. Jesus constrói a Igreja sobre a rocha da fé de Pedro, que confessa a divindade de Cristo. Ela não é uma simples instituição humana, como outra qualquer, mas está intimamente unida a Deus. Não se pode separar Cristo da Igreja, tal como não se pode separar a cabeça do corpo (cf. 1 Cor 12, 12).
Evidente a forma de falar do papado, do Papa como “Pedra da Igreja”. Claro que a Igreja caminha com Cristo e é necessário estar na comunhão da Igreja. “Amai a Igreja”, dirá ele mais adiante. É falta de respeito muito grande perguntar se o pregado seguimento de Cristo é em vista da Igreja ou em vista da construção do Reino? O importante é ver a juventude toda, de joelhos, adorando Cristo presente na Eucaristia ou arregaçando as mangas, com a cruz na mão, enfrentando as questões que impedem a felicidade dos/as jovens e da sociedade?
6. Fortalecei, queridos jovens, esta fé que nos tem sido transmitida desde os apóstolos, a colocar Cristo, Filho de Deus, no centro da vossa vida. É preciso seguir Jesus na fé é caminhar com Ele na comunhão da Igreja. Quem cede à tentação de seguir «por conta sua» ou de viver a fé segundo a mentalidade individualista, corre o risco de nunca encontrar Jesus Cristo, ou de acabar seguindo uma imagem falsa d’Ele.
O assunto é a fé. A fé transmitida que é preciso viver, caminhando em comunhão com a Igreja. Mas o Papa diz mais:
7. Ter fé é apoiar-se na fé dos teus irmãos, e fazer com que a tua fé sirva também de apoio para a fé de outros. Queridos amigos, amai a Igreja, que vos gerou na fé, que vos ajudou a conhecer melhor Cristo, que vos fez descobrir a beleza do Seu amor. Significa feliz inserção nas paróquias, comunidades e movimentos, participar da Eucaristia, confessar-se e cultivar a oração e a meditação da Palavra de Deus.
Novamente o discurso do amor à Igreja porque ela vos gerou para a fé, mas uma Igreja que ainda tem medo de ir “além dela”. Poderia acrescentar que a fé para a qual ela gerou é para o mundo, o Reino, ou é para ele poder mostrar-se que os jovens estão com ela? Pode-se dizer que, infelizmente, a Igreja (nas JMJ) ainda visa demais a si mesma. Procura-se a vaidade própria e não a felicidade das juventudes.
8. Disso nascerá o impulso a dar testemunho da fé nos mais diversos ambientes, incluindo nos lugares onde prevalece a rejeição ou a indiferença. É impossível encontrar Cristo, e não O dar a conhecer aos outros. Não guardeis Cristo para vós mesmos. Comunicai aos outros a alegria da vossa fé. O mundo necessita do testemunho da vossa fé. A vossa presença aqui é uma prova maravilhosa da fecundidade do mandato de Cristo à Igreja: «Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura» (Mc 16, 15). Sede discípulos e missionários de Cristo noutras terras e países onde há multidões de jovens que aspiram a coisas maiores.
Bonito o aspecto missionário evocado para a juventude e o que o Papa diz é muito bonito. Ser jovem é ser missionário, sair de si. Além de estimular as variedades de “saídas”, os voluntariados, às doações que já são reais, será que ele diria, também, que era necessário ir além da sacristia, enfrentando as realidades da juventude no seu dia-a-dia, construindo o Reino em toda a realidade? Se a JMJ é algo dos cristãos, por que não estimular o diálogo e o encontro com outras realidades como as da Índia, da China, do Afganistão, os países mais populosos em juventude?
9. Rezo por vós, encomendo-vos à Virgem Maria, e peço-vos que rezeis pelo Papa, para que, como Sucessor de Pedro, possa continuar confirmando na fé os seus irmãos. Que todos na Igreja, cresçamos em santidade de vida e demos testemunho eficaz de que Jesus Cristo é verdadeiramente o Filho de Deus, o Salvador de todos os homens, fonte viva da esperança.
O convite para as intenções das orações dos jovens vão para onde? Para a Virgem e para o Papa e todos nós. Nenhuma oração para a transformação do mundo, do melhor atendimento aos anseios da juventude, às fomes que existem na juventude etc.
Claro que o discurso é do Papa e poderia te-lo feito em outras palavras. Mas o discurso não deixa de sintomático: intra-eclesial, pessoal, sem a perspectiva do Reino... Por que a juventude não poderia ser convocada a não só pertencer à Igreja, mas serem construtores dela? Construtores dela e do Reino do qual a Igreja é sacramento? Por que não apelar para que a juventude do mundo se una, se organize, discuta seus problemas e apresente soluções juvenis, aproveitando o momento das Jornadas?
11. Não entendo de mega-eventos, mas nos anos que precedem a JMJ precisam ser pensadas algumas coisas. Não falo, por exemplo, das finanças, para as quais, evidentemente, deverá ter gente competente e que saiba considerar o público ao qual a JMJ se dedica. Há questões de fundo: a questão central é na forma como se olha o próprio mundo juvenil e isso implica pedagogias e teologias.
a) apesar de ser uma iniciativa da Igreja de Roma, colaborar para que o jovem seja sujeito do evento. Num eventos de milhões, é evidente que sempre haverá movimentações. Movimentações para que, no entanto? O que havia para ver, ouvir, talvez participar? Shows de jovens, apresentações, encenações, algo de jovens, não de eclesiásticos. Complicado? Arriscado? Melhor arriscar do que manipular. A manipulação é descarada demais. A Igreja pode aparecer através da juventude, e não deixar que o clericalismo comande.
b) fazer uma preparação tal nos países e continentes que se discutam, realmente, a situação das juventudes em suas realidades mais diversas e que estas realidades tenham chance de serem visibilizadas. Quantas realidades bonitas e desafiadoras poderiam aparecer... No caso de Madrid, onde estava a realidade juvenil espanhola? Onde a realidade juvenil chilena? Onde a realidade da juventude do Oriente Médio? A preparação de espaços adequados claro que seria possível. Um mesmo espaço poderia servir de apresentação de diversas realidades em tempos diferentes. Há tanto jovem fazendo experiências missionárias... Por que isso não poderia ser socializado, debatido? Por que não ser uma forma de o jovem ser protagonista, também, nestas iniciativas?
c) precisa ser um momento de festa e de retiro. Os dois aspectos são importantes porque onde há juventude há festa. Mas isso não poderia ser vivenciado em momentos especiais? Com iniciativas especiais? Com atitudes especiais? Assim como é possível uma Eucaristia “campal”, porque não um retiro campal? Os espaços “menores” não poderiam servir para isso?
d) que fiquem claro os critérios de escolha dos delegados. Parece algo muito particular, mas a escolha dos “delegados” deveria ser feita com critérios transparentes. Que a Jornada seja, de alguma forma, “representativa” em termos de preocupações, realidades, organizações juvenis. Que os “espaços” já falassem por si: aqui é a realidade juvenil; aqui são os grandes desafios dos jovens; aqui são as experiências de organização; aqui quer-se discutir a força da juventude no mundo; etc.
e) que estejam envolvidas, também, pessoas que pensam realidade juvenil e evangelização juvenil. O estudo da juventude também é uma preocupação dos jovens, com sua história, cultura, apresentações científicas. Isso pode ser feito por jovens e por pessoas que estudam juventude. Por que não poderiam servir “teses”, apresentações, até encenações...
São, enfim, idéias que podem ser sempre melhores... Importante que se fale disso. Uma Igreja se torna mais adulta quando houver mais obediência e menos submissão. Que tal você continuar esta reflexão iniciante? É que a JMJ do Rio de Janeiro deve ser sonhada como um avanço em vista da juventude e em vista daquilo que acreditamos como Igreja. Caso contrário, não será uma graça para ninguém.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Circ.475- Novedades sobre Juventud Rural en América Latina

Tema del mes: Julio 2011



"La Condición Juvenil Indígena: Elementos iniciales para su construcción conceptual"

Por: René Unda – Germán Muñoz



Toda la información en: www.relajur.org



Foro Electrónico: Biblioteca Virtual sobre Políticas Públicas de Juventud en América Latina

La Biblioteca Virtual fue creada por Iniciativas para la Identidad y la Inclusión, y contiene una gran cantidad de materiales sobre los países de la región que pueden constituirse en documentos útiles para la investigación y formulación de programas de juventud. El Foro Electrónico al que les invitamos, tiene por objeto validar los contenidos y estructura de la Biblioteca Virtual; se realizará los días del 11 al 15 de julio, en el aula virtual de Iniciativas para la Identidad y la Inclusión.



Uruguay: Está abierta la convocatoria para Encuentro Arte y Juventud

Hasta el 5 de agosto, está abierta la convocatoria de propuestas artísticas para el Encuentro de Arte y Juventud, que tendrá lugar en Paso de los Toros, en el departamento de Tacuarembó (Uruguay), del 30 de setiembre al 2 de octubre. En la cuarta edición, el Instituto Nacional de la Juventud, del Ministerio de Educación y Cultura, espera reunir a 1500 jóvenes, entre 14 y 29 años, artistas de todo el país.



II Encuentro de Jóvenes Indígenas y Medio Ambiente.

Por segunda ocasión los jóvenes indígenas de Michoacán y del país están llamados a participar en un encuentro los días 12 y 13 de julio, donde tendrán la oportunidad de aportar y debatir sus ideas y visión sobre el medio ambiente. Este evento que tiene como base el conocimiento profundo de este grupo de la sociedad del entorno ecológico, el uso y aprovechamiento de los recursos, así como la percepción sagrada de la naturaleza.



Convocatoria para la 6ta Jornada UNL y 2ª Latinoamericana de Jóvenes Emprendedores

El jueves 10 de noviembre el Campus de la FAVE, en Esperanza, se realizará la 6ta Jornada UNL y 2ª latinoamericana de Jóvenes Emprendedores. La convocatoria para la presentación de trabajos se encuentra abierta hasta el 31 de agosto. El objetivo principal es la concreción de un encuentro de Jóvenes Emprendedores de Latinoamérica, que realicen presentación de sus ideas/proyectos y planes de negocios tendientes a propiciar a la cultura emprendedora.



Cumbre Internacional de Jóvenes Líderes

La Cumbre Internacional de Jóvenes Líderes es un programa de la Fundación Internacional de Jóvenes Líderes (www.joveneslideres.org) en conjunto con el diariodelideres.com. Es este uno de los eventos pluriculturales juveniles más importantes del momento, que reúne a unos 1500 jóvenes líderes de diversos países del mundo con el objeto de participar, relacionarse, aprender y debatir acerca del futuro de las naciones.



Argentina: Red Comunidades Rurales, Encuesta sobre Educación y Desarrollo Comunitario

Red Comunidades Rurales pone nuevamente en marcha este valioso relevamiento de información a fin de obtener, procesar y compartir datos y testimonios que resultan clave para visualizar la situación educativa en el ámbito rural a lo largo y a lo ancho del país. En esta oportunidad el relevamiento no solo estará dirigido a Directivos y Docentes de Establecimientos Educativos, sino también a muchas familias rurales y referentes comunitarios.



Chile: 1800 horas por la educación

Desde el lunes 13 de junio a las 13.30 horas, un grupo de estudiantes de Teatro de la Universidad de Chile iniciaron una nueva forma de protesta, correr alrededor de la casa de gobierno. Desde entonces, han organizado un sistema de relevo para lograr que haya siempre una persona corriendo con una bandera que lleva la consigna "Educación Gratuita Ahora". La meta es cumplir 1800 horas, correspondientes a la cantidad de dólares necesarios para financiar la educación en Chile.



Conferencia Boliviana de Juventudes

El Fondo de las Naciones Unidas y el Consorcio Boliviano de Juventudes, convocan a la Conferencia Boliviana de Juventudes "Nuestro Año, Nuestras voces, Nuestra Ley", a realizarse en la ciudad de Sucre en el mes de agosto. Este evento tiene como objetivo ser un espacio de socialización de estrategias y mecanismos de abogacía desde la mirada juvenil que procuran el avance en políticas públicas nacionales, departamentales, municipales y otras en un marco de diversidad cultural y genérica.



Rep. Dominicana: Informe señala acción \'clientelista\' y \'limitada\' del Ministerio de la Juventud

República Dominicana es uno de los pocos países de América Latina que tiene un Ministerio de la Juventud (MJ). En un informe, difundido esta semana, la Red Nacional de Acción Juvenil evalúa las acciones ejecutadas por el órgano en poco más de una década de actuación. El estudio señala que las políticas públicas no atienden las determinaciones de la Ley General de Juventud, aprobada en el 2000, y que no avanzan en las cuestiones esenciales de los jóvenes dominicanos.



Organizaciones del campo realizan I Encuentro Internacional Juvenil

Comenzó este sábado (2) el I Encuentro Internacional Juvenil, en el departamento del Cauca, en Colombia. El evento, hasta el 18 de julio, reunirá a 11 países de América Latina y el Caribe, representando a 59 organizaciones sociales. Además, cerca de 50 organizaciones internacionales y cientos de colombianos van a debatir e intercambiar experiencias sobre procesos de resistencia, participación de la juventud y políticas de explotación de la Tierra, entre otros temas.



Curso de la OIT a distancia: "Hacer frente al problema del empleo juvenil"

El Centro Internacional de Formación de la OIT (ITC-ILO) ofrece un programa de formación a distancia que propone poner los problemas del empleo juvenil al centro de las políticas de desarrollo, con el fi n de aumentar y hacer más efectivas las intervenciones de política destinadas a la generación de más y mejores oportunidades de Trabajo Decente para la población joven. Las inscripciones están abiertas hasta el 22 de agosto.



México: Sociedad civil propone la construcción de una Agenda Social y Política para los jóvenes

Construir, desde la sociedad civil, una Agenda Social y Política para los jóvenes mexicanos, con acciones y metas para los años 2011 al 2021. Ésta es la propuesta del proyecto conocido como México AJUV11-21. La plataforma será presentada en agosto, en el marco del Seminario Internacional "Cambio generacional y Vinculación social", entre los días 10 y 14, en el Centro Cultural Tlatelolco-UNAM de la Ciudad de México.



Chile: Paro de estudiantes reúne cientos de miles en marcha por la educación

Cientos de miles de estudiantes se hicieron presentes en la marcha por la educación pública en Chile, el 30 de junio. Según los estudiantes, fue la mayor manifestación de los últimos años. Para Camila Vallejo, presidente de la Federación de Estudiantes de la Universidad de Chile (Fech), "la convocatoria es una muestra de adhesión que concita las demandas de la educación en otros sectores de la ciudadanía".



OEA propone enfrentar desigualdad y violencia para desarrollar América Latina

En América Latina y el Caribe, los que tienen menos de 29 años, representa el 57% de la población. Para el secretario general de la OEA, esto puede ser una ventaja para el desarrollo económico y social que se plantea en la región. Sin embargo, sólo se "hace efectiva si somos capaces de proporcionar a esa juventud (…) oportunidades de expresar sus capacidades", afirmó en ocasión de la Conferencia sobre el Desarrollo Juvenil y la Prevención del Crimen, realizada el 28de junio en Washington.



"Infancias y juventudes en América Latina: democracia, derechos humanos y ciudadanía"

El Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales, el Centro de Altos Estudios Universitarios de la OEI y la Universidad de Manizales y CINDE (Colombia), con el apoyo de la Agencia Española de Cooperación Internacional para el Desarrollo, convocan a estudiantes avanzados de la Red CLACSO de Posgrados en Ciencias Sociales, a presentar sus postulaciones para participar en la Primera Escuela Internacional de Posgrado de la Red INJU en Cartagena, Colombia, del 29 de agosto al 2 de septiembre.



Brasil: Estados se organizan para las etapas preparatorias de la Conferencia de la Juventud

Con plazo hasta este jueves (30), gobiernos estaduales, municipales y organizaciones de juventud de todo Brasil se movilizan para convocar para las etapas preparatorias de la 2ª Conferencia Nacional de Juventud, a realizarse en Brasilia, capital federal, entre los días 9 y 12 de diciembre. Estando ya la mayoría de los decretos de convocatoria publicados, todos los estados realizarán la elección de delegados y definición de propuestas para la etapa Nacional.



Argentina: Los jóvenes de FAA pidieron por el Plan Arraigo, para permanecer en los pueblos

Concluyó este martes 28 frente al Congreso de la Nación la Marcha por el Arraigo de la Juventud de Federación Agraria, que se inició el 25 de junio en Alcorta. Más de quinientos jóvenes de Federación Agraria Argentina llegaron a la Ciudad de Buenos Aires, y se movilizaron por el centro porteño hasta el Parlamento, donde realizaron un acto que fue encabezado presidente de FAA, Eduardo Buzzi.



Colombia: Escuela de Verano Ecosistema de Emprendimiento

El Parque del Emprendimiento de Medellín (Parque E) y el Young Americas Business Trust (YABT), lanzan la "Escuela de Verano, Ecosistema de Emprendimiento" a realizarse del 1 al 5 de agosto de 2011 en Medellín, Colombia. Los Interesados deben completar el formulario de preinscripción, hasta el 4 de julio de 2011. Los seleccionados para recibir las becas serán notificados el 6 de julio en la página web de los organizadores y mediante correo electrónico.



BID promueve estrategias de desarrollo de la primera infancia

El Presidente del BID y Primera Dama de Colombia convocan a un panel sobre los desafíos del desarrollo de la primera infancia en América Latina y el Caribe, a celebrarse en la sede del BID en Washington, DC, el 29 de junio. El evento incluirá la presentación de la nueva estrategia integral a la primera infancia de Colombia, conocida como "De Cero a Siempre," y una discusión sobre su propósito, desafíos, prioridades y necesidades de apoyo.



Curso Latinoamericano a Distancia: Ámbitos y Planificación en Animación Sociocultural

El curso Latinoamericano a Distancia sobre Ámbitos y Planificación en Animación Sociocultural, a realizarse entre el 26 de julio y el 7 de septiembre, procura ofrecer los conocimientos y las metodologías básicas de estas disciplinas, centrado especialmente en la praxis. Se busca que los participantes queden con elementos suficientes para comprender y actuar en y desde la Animación Sociocultural en el marco de una pedagogía específica y aplicada.



Toda la información en: www.relajur.org